26.11.05
das coisas como são
aí o trasel escreveu esse post no blog dele e eu achei ótimo. também achei melhor copiar e colar ao invés de mandar vcs irem lá e depois voltarem pra ler meu comentário. eu facilito a vida. eis:
:)
é. aí eu sou jornalista. e ansiosa. e aí ser uma jornalista ansiosa é um exercício de elevação espiritual. é preciso paciência e concentração e enfrentar o limiar do pânico todos os dias. e ter fé em deus, claro. como nesse sexta, que eu comecei praticamente do zero e terminei com a materinha pronta na mão, doze horas de trabalho depois. parece não fazer sentido, mas só quem tem disso sabe qual é o barato da sensação do trabalho cumprido.
e eu, ansiosa e perfeccionista que sou, sonhei com a matéria (uma especial que só vai ser publicada segunda) e fui hj de manhã no jornal, antes de tomar café, acrescentar um parágrafo ao texto que eu tinha escrito ontem.
e saí feliz. com a sensação de king kong sobre a qual a catherine do CSI fala qnd resolve um caso.
é inacreditável caber como uma luva no estereótipo das pessoas que trabalham no que gostam.
pena que não pague o suficiente para querer viver disso.
:)
o brilho eterno da mente TOC
Não adianta: gente ansiosa, obsessiva e control freak não deve trabalhar em jornalismo. Antes de mais nada, porque a notícia é um produto coletivo. Isto significa que não depende somente do seu próprio esforço botar um jornal em circulação todos os dias. Especialmente no caso do jornalismo político ou econômico, é preciso contar com a boa vontade das fontes para doarem aspas às matérias. Isso para não falar em fotógrafos, editores, revisores, motoristas. Não há nada mais chato do que produzir uma pauta, entrar em contato com todo mundo, combinar horários e ficar se enervando com a possibilidade de tudo dar errado. Ou de perder o prazo da matéria. Ou sabe-se lá mais o quê, gente ansiosa é muito criativa no que toca a imaginar obstáculos.
Obviamente isso não parece ser problema para a maioria dos jornalistas. Na verdade, uma certa arrogância é necessária à profissão, apesar de todas as críticas aos métodos invasivos dos repórteres. Só tendo plena certeza de que a fonte lhe DEVE explicações o repórter consegue telefonar 15 vezes em uma hora para arrancar uma declaração. Se você não se sente bem fazendo isso, o melhor é arranjar um cargo longe da apuração ou desistir da carreira. Deixar para ser jornalista somente por prazer, produzindo matérias free-lance para as quais possa definir seus próprios prazos.
é. aí eu sou jornalista. e ansiosa. e aí ser uma jornalista ansiosa é um exercício de elevação espiritual. é preciso paciência e concentração e enfrentar o limiar do pânico todos os dias. e ter fé em deus, claro. como nesse sexta, que eu comecei praticamente do zero e terminei com a materinha pronta na mão, doze horas de trabalho depois. parece não fazer sentido, mas só quem tem disso sabe qual é o barato da sensação do trabalho cumprido.
e eu, ansiosa e perfeccionista que sou, sonhei com a matéria (uma especial que só vai ser publicada segunda) e fui hj de manhã no jornal, antes de tomar café, acrescentar um parágrafo ao texto que eu tinha escrito ontem.
e saí feliz. com a sensação de king kong sobre a qual a catherine do CSI fala qnd resolve um caso.
é inacreditável caber como uma luva no estereótipo das pessoas que trabalham no que gostam.
pena que não pague o suficiente para querer viver disso.
15.11.05
ju-u-ro que eu queria escrever posts mais alegres e voltar a gravar o podcast, mas tou numa fase de transição e eu sou ruim nessas coisas, não consigo me dividir, dividir meu tempo e tudo o mais.
não sei qnd vou ficar mais desocupada ou pelo menos me adpatar ao ritmo novo. não sei qnd vai dimunuir a ansiedade e eu vou conseguir trabalhar sem estar tão tensa. sei qnd as contas vencem e que o dinheiro não vai dar pra tudo.
queria folgar no ano-novo, só isso.
não sei qnd vou ficar mais desocupada ou pelo menos me adpatar ao ritmo novo. não sei qnd vai dimunuir a ansiedade e eu vou conseguir trabalhar sem estar tão tensa. sei qnd as contas vencem e que o dinheiro não vai dar pra tudo.
queria folgar no ano-novo, só isso.
13.11.05
tá, aí é aquela coisa. pelo menos oito horas initerruptas de trabalho por dia, não dá pra postar no trabalho e tbm é fato que no trabalho não me surgem boas idéias de posts. não é tão divertido qnt parece.
o fim de semana é pequeno pra tantas coisas a serem feitas e esse já é o segundo em que eu tenho que trabalhar tbm.
não sei qnd eu vou ter folga e no feriado a agenda está mais para tarefas a serem cumpridas e problemas a serem resolvidos do que pra diversão.
tô de volta ao mundo de malboro.
o fim de semana é pequeno pra tantas coisas a serem feitas e esse já é o segundo em que eu tenho que trabalhar tbm.
não sei qnd eu vou ter folga e no feriado a agenda está mais para tarefas a serem cumpridas e problemas a serem resolvidos do que pra diversão.
tô de volta ao mundo de malboro.
5.11.05
então talvez eu possa dividir o mundo em pessoas-que-gostam-de-woody-allen e pessoas-que-não-gostam-de-woody-allen, eu confortavelmente sentada na mesa do segundo grupo.
porque eu assisti melinda e melinda ontem e fiquei realmente acreditando que não dá pra achar mais ou menos. ou vc adora, ou vc simplesmente não aguenta.
levei hoooooooooras pra assistir parando, cochilando, pausando e mudando de canal. não me pegou nem o drama nem a comédia, talvez tanta metalinguagem só seja interessante pra cineastas. e cinerastas.
e no fim, nunca me divertiram as piadas auto-comiserativas, pseudo-indulgentes e às vezes até grosseiras de woody allen fazendo terapia em 35 mm. se bem que melinda e melinda nem é grosseiro, é até gentil. fiquei muito muito abusada com desconstruindo harry, é um fato.
em todo caso, não é uma crítica ou coisa ue o valha. não tenho essa pretensão com nada, muitíssimo menos com cinema. no frigir dos ovos, só sou eu não gostando.
porque eu assisti melinda e melinda ontem e fiquei realmente acreditando que não dá pra achar mais ou menos. ou vc adora, ou vc simplesmente não aguenta.
levei hoooooooooras pra assistir parando, cochilando, pausando e mudando de canal. não me pegou nem o drama nem a comédia, talvez tanta metalinguagem só seja interessante pra cineastas. e cinerastas.
e no fim, nunca me divertiram as piadas auto-comiserativas, pseudo-indulgentes e às vezes até grosseiras de woody allen fazendo terapia em 35 mm. se bem que melinda e melinda nem é grosseiro, é até gentil. fiquei muito muito abusada com desconstruindo harry, é um fato.
em todo caso, não é uma crítica ou coisa ue o valha. não tenho essa pretensão com nada, muitíssimo menos com cinema. no frigir dos ovos, só sou eu não gostando.
2.11.05
a ordem é viver um dia de cada vez.
eu tenho 89 nove deles pela frente até mais um plot point no meu filminho particular.
eu tenho 89 nove deles pela frente até mais um plot point no meu filminho particular.
